
PASTOR RICARDO SORRENTINO
Embaixador Eclesiástico pela ONU
Presidente Regional da Associação de Pastores e Ministro do Brasil da Assembleia de Deus
Conselheiro da Convenção Judaica Messiânica
Emissário das Boas Novas/ /Palestrante / Conferencista/ .
שגריר כנסייה באו”ם
נשיא אזורי של איגוד הכמרים ושר ברזיל לאסיפת האל
יועץ לאמנה היהודית המשיחית
שליח החדשות הטובות / / מרצה / מ
Apêndice – As Ofertas e o Profético
Os Dízimos
Eu costumo dizer que a Torah é a base do Reino, dado que tudo que o Eterno estabeleceu como princípios espirituais e morais está contido na Torah e, se precisamos de alguma informação sobre o Reino, lá é o melhor local para buscarmos.
A questão chave é entender o significado de cada um desses princípios, visto que, aparentemente, a Torah expressa uma série de regras e rituais literais que parecem ser ultrapassados ou até mesmo de uma realidade diferente da nossa. Será que realmente existe uma conotação espiritual para todas essas leis e rituais detalhados nas Escrituras?
A resposta para essa pergunta é facilmente obtida quando percebemos que Adonai entregou essas leis quando estabeleceu Israel como uma nação sacerdotal e, posteriormente, comprou, através da morte do Seu Filho, homens de toda tribo, língua, povo e nação, fazendo-os também como uma nação sacerdotal.
[…] “Se vocês prestarem muita atenção o que eu disser e guardarem minha aliança, serão o meu tesouro dentre todos os povos, pois toda a terra é minha; e vocês me serão um reino de kohanim, uma nação separada”. Estas são as palavras que você deve falar ao povo de Yisra’el. (ÊXODO 19:5-6) […]
Tu fizeste deles um reino para ser governado por Deus, kohanim para lhe servirem, e eles reinarão sobre a terra. (APOCALIPSE 5:10)
Além disso, as Escrituras dizem que tudo que está na Torah é a sombra do porvir, ou seja, é um apontamento profético para a vinda do Messias e o estabelecimento do Reino. Não é à toa que a igreja primitiva utilizava o Tanakh para anunciar o Reino e as boas novas de Yeshua. O próprio Paulo recomenda a Timóteo, em sua carta, que não desprezasse o Tanakh, pois ele é verdadeiro e eficaz
. […] Toda a Escritura é inspirada por Deus e valiosa para ensinar a verdade, convencer do pecado, corrigir erros e treinar no viver correto. (2 TIMÓTEO 3:16)
Tiago, em sua carta, recomenda a prática da Torah para que fossemos abençoados.
[…] Não enganem a si mesmos pela mera audição do que a Palavra diz, mas pratiquem-na! Quem ouve a Palavra, mas não diz o que ela diz, é como a pessoa que olha sua face em um espelho, observa-se nele, vai embora e imediatamente esquece da sua aparência. Se uma pessoa, porém, olhar bem de perto na Torah perfeita, que concede liberdade, e não se tornar um ouvinte que se esquece de tudo, mas alguém que pratica a obra que ela quer, então será muito abençoada em tudo que fizer. (TIAGO 1:22-25)
Ora, naquela época não existia B’rit Hadashah, apenas o Tanakh e, principalmente, os textos da Torah, então não podemos desprezar seus escritos e nem seus ensinamentos, leis e ritos. Por mais que a Torah seja repleta de leis e regras, existe algo muito recorrente em toda a Escritura: as ofertas e décimos, cada um com seus detalhes e especificidades.
Existe um texto muito conhecido das Escrituras ao tratar-se sobre ofertas e décimo
[…] “Pode uma pessoa roubar a Deus? Contudo, vocês me roubam. No entanto, perguntam: ‘Como te roubamos?’. Nas décimas partes e nas contribuições voluntárias. Uma maldição está sobre vocês, sobre toda a sua nação, pois vocês me roubam. Levem todas as décimas partes ao depósito, para que haja comida em minha casa, e façam um teste comigo.”, diz Adonai-Tzva’ot. (MALAQUIAS 3:8-10a)
Quando se fala sobre esse texto, em geral as pessoas rapidamente associam-no a “pedir dinheiro”, mas não é sobre isso que iremos tratar aqui. Você já percebeu que o texto fala de décimos e ofertas no plural? Isso é porque existem vários tipos. E se eu te dissesse que, por exemplo, nem todas essas ofertas são em dinheiro, e que nem todas devem ser entregues nas congregações hoje em dia?
É sobre isso que iremos falar neste apêndice: o que as Escrituras dizem sobre as Ofertas e os Décimos.
Durante a leitura da Escrituras, nos deparamos com diversas ofertas apresentadas, com diferentes características e ocasiões, mas geralmente ignoramos essas informações e generalizamos como se fossem a mesma coisa e tivessem a mesma finalidade, uma vez que os detalhes são muitos e acabam caindo no esquecimento. Por muitas vezes até pulamos os trechos da Torah onde o Eterno as estabelece.
Aí Conhecer os detalhes e a finalidade de cada tipo de oferta faz com que tenhamos um entendimento ainda mais profundo do plano do Eterno, visto que Ele estabeleceu diversos princípios espirituais relacionados a elas.
Ao longo da Torah, podemos notar o estabelecimento de sete principais ofertas que eram entregues em todo tempo ao Eterno, não apenas na época da Torah, mas em toda a narrativa bíblica:
Oferta de Holocausto (Ou Oferta queimada)
Oferta de Grãos
Oferta de Paz (Pacífica ou de Comunhão)
Oferta pelo Pecado ☐ Oferta pela Culpa
Oferta de Contribuição (Voluntária)
Oferta de Primícias
Sabemos que todas essas ofertas foram estabelecidas na Torah, enquanto o povo ainda estava no deserto, mas sabemos também que toda a Torah revela princípios do Reino que são válidos e devem ser observados até os dias atuais.
Antes de detalhar cada tipo de ofertas e décimos, é importante ressaltar que a arrecadação de bens materiais do povo não se dava da mesma forma que acontece hoje. De modo geral, as colheitas de frutos, de grãos e até o nascimento do gado se davam em épocas específicas do ano, quando eles adquiriam bens e só então entregavam seus décimos e algumas ofertas. As entregas eram realizadas mediante os recebimentos, poderiam ser trimestrais, mensais, semanais, ou qualquer outra frequência.
Além disso, Adonai determinou em Sua lei que todos os décimos e ofertas poderiam ser convertidos e dados em forma de dinheiro, principalmente se a pessoa morasse longe do lugar onde ofereceria as ofertas.
[…] No entanto, se a distância for grande demais para vocês e forem incapazes de fazer transporte, pois o lugar escolhido por Adonai para depositar seu nome é muito distante de vocês, então, quando Adonai, seu Deus, os fizer prosperar, convertam o décimo dos produtos em dinheiro, levem o dinheiro com vocês, dirijam-se ao lugar escolhido por Adonai, seu Deus, e troquem o dinheiro pelo que desejarem – boi, ovelha, vinho, outras bebidas inebriantes, ou qualquer outra coisa que quiserem – e comam ali, na presença de Adonai, seu Deus, e alegrem-se, vocês e sua casa. (DEUTERONÔMIO 14:24-26)

Oferta de Holocausto
A Oferta de Holocausto, também chamada de Oferta Totalmente Queimada, está especificada em Levítico 1; é uma das ofertas mais frequentes ao longo do Tanakh, um sacrifício completamente queimado ao Eterno.
Esta oferta também era considerada como uma Oferta de Aroma Suave. Esta era uma oferta regular no tabernáculo, além de ser oferecida nos rituais de purificação e em diversos outros momentos, mas não vemos nenhuma menção desta oferta com relação à expiação de pecado.
Os holocaustos tinham como objetivo a representação do quebrantamento e da purificação para se apresentar diante do Eterno, por isso eram oferecidos regularmente no tabernáculo e, principalmente, nos rituais de purificação. Esta oferta não tinha um propósito físico ou natural, sempre apontava para um propósito espiritual, por mais que fosse entregue de forma física. Essas ações são como um aroma agradável que sobe ao Senhor.
[…]Meu sacrifício a Deus é um espírito quebrantado; tu não desprezas um coração humilde e contrito. Em teu grande prazer, faze Tzyion[24] prosperar; reconstrói os muros de Yerushalayim. Então te deleitarás com os sacrifícios de retidão, com as ofertas queimadas e os holocaus tos; e serão oferecidos novilhos em teu altar. (SALMOS 51:17-19)
Quando olhamos para suas características particulares, notamos apontamentos proféticos muito interessantes:
O ofertante colocava as mãos sobre a cabeça do animal; Segundo o princípio de Autoridade Espiritual, a imposição de mãos sobre o animal conferia ao animal a legalidade de representá-lo perante o Eterno no sacrifício.
As entranhas e as patas inferiores eram lavadas e colocadas sobre o altar; Essa lavagem representa a purificação externa e interna, conforme relatado pelo Rei Davi no salmo 24, pois somente através da limpeza das mãos e da pureza de coração o homem poderia se apresentar diante do Eterno. O holocausto era completamente queimado; O quebrantamento e a dedicação ao Eterno precisa ser completa, sem reservas. As ofertas completamente queimadas
eram dedicadas somente ao Senhor, o que aponta para uma relação particular com Ele, visto que Ele era o único beneficiado.
Hoje em dia, as ofertas de holocausto continuam com sua grande importância e continuam a ser entregues, mas sem a apresentação de sacrifícios físicos; elas são oferecidas no seu propósito e sentido espiritual, pois o fogo do Espírito que tocava e absorvia a oferta está em nós. Oferecemos um aroma suave ao Eterno quando nos apresentamos diante Dele buscando quebrantamento, purificação e obediência aos Seus estatutos.
Ofertas de Grãos
As características da Oferta de Grãos estão relatadas em Levítico 2 e é uma oferta que aparece em toda a Palavra e podia ser entregue de três formas diferentes: Farinha pura misturada com azeite, grãos assados com azeite e grãos cozidos com azeite. Em qualquer um dos três casos anteriores, retirava-se uma porção memorial onde se colocava incenso, e esta era completamente queimada ao Eterno. O restante da oferta de grãos ficava para a família do Kohen HaGadol[25]. Era proibida a utilização de fermento nessas ofertas, pois, por determinação do Senhor, alimentos fermentados não podiam ser queimados e, visto que uma porção memorial era retirada do todo para ser completamente queimada, as ofertas não podiam ser fermentadas. A entrega dessa oferta era uma forma de honrar ao Eterno, não somente pela provisão Dele, mas principalmente por quem Ele é; da mesma forma, a oferta honrava a família do Kohen HaGadol por seu trabalho dedicado ao Senhor e ao povo. Essa oferta era voluntária, não sendo relacionada a nenhuma ordenança ou transgressão. Quanto às particularidades
Hoje em dia, podemos oferecer ao Eterno uma oferta de honra de forma voluntária a partir de nossa renda, independente de valores; é uma forma de honrarmos ao Eterno por quem Ele é, com tudo o que temos recebido, pois é Ele quem nos preserva, desde agora e para sempre.
Ofertas de Paz
As Ofertas de Paz, também chamadas de Ofertas de Comunhão foram especificadas em Levítico 3 e eram ofertas voluntárias oferecidas ao Eterno. Seu rito lembra o rito do holocausto, mas o ponto central não era a queima de todo o animal, apenas da gordura.
De acordo com o texto, toda a gordura era retirada e completamente queimada sobre o altar. O restante da carne era assado e comido pelo ofertante na presença do Eterno, juntamente com o kohen que oferecera a oferta naquele dia. Toda a oferta deveria ser consumida naquele dia, não podendo sobrar nada para o dia seguinte. Por essa razão, a oferta era chamada de Oferta de Comunhão.
A queima da gordura é o ponto principal, pois, além de ser proibido pela Torah o seu consumo, ela retrata a parte insensível do animal. Quando falamos sobre comunhão com o Eterno e com a liderança, é importante que haja sensibilidade, não havendo nenhum tipo de conflito ou desavença que possa prejudicar o relacionamento com o Eterno e com o próximo.
Além do sacrifício, a pessoa poderia oferecer, juntamente com essa oferta de paz, uma oferta de agradecimento.
A oferta de gratidão consistia em bolos feitos com farinha pura e azeite, feitos com fermento. Caso quisesse oferecer apenas ofertas de agradecimento, deveria ser bolos ou pães feit vcos de farinha pura e azeite sem fermento. O fermento nem sempre representa o pecado, mas ele é um agente de transformação da massa. Ao oferecer ofertas de Paz e Comunhão, se você quiser oferecer juntamente uma oferta de gratidão pelo que o Eterno tem feito nessa comunhão, é necessário que haja uma transformação interior e não que seja apenas aparente essa comunhão, pois você de fato valoriza e agradece ao Eterno por prover isso. Já a oferta de gratidão ao Eterno entregue sem uma oferta de comunhão, não depende da forma como você se relaciona com o próximo, mas sim da sua relação com Adonai. Em ambos os casos, os kohanim que oferecem a oferta são os únicos que comem dessas ofertas de gratidão. Vale lembrar que a oferta de gratidão entregue com fermento não era queimada, era apenas apresentada diante o Eterno e comida em Sua presença, pois nada fermentado poderia ser queimado como oferta.
Hoje em dia, as Ofertas de Paz podem ser dadas de diversas formas, não necessariamente em dinheiro, mas, por se tratar de uma oferta de comunhão, é interessante que seja dada através de algo que proveja comunhão do ofertante com a liderança e/ou com os outros ao redor. O importante é que seja sincero e que não haja gordura, ou seja, nenhuma insensibilidade, segunda intenção ou algo que descaracterize o corpo.
Ofertas pelo Pecado
A Oferta pelo Pecado, prescrita em Levítico 4, está diretamente ligada à transgressão cometida pelo ofertante. Existem vários focos dessas ofertas, mas são dois os principais tipos de transgressão relacionadas a essa oferta:
Quebra da lei, quando Adonai diz para não fazer algo e a pessoa faz::
Colocava-se a mão sobre a cabeça do animal;
Matava-se o animal diante do Senhor;
Aspergia-se o sangue na entrada do tabernáculo;
Colocava-se o sangue no altar de incenso;
Queimava-se a gordura como oferta de paz;
Queimava-se todo o restante como holocausto fora do acampamento.
Quebra da lei, quando Adonai diz para fazer algo e a pessoa não faz:
Colocava-se a mão sobre a cabeça do animal;
Matava-se o animal diante do Senhor;
Queimava-se a gordura como oferta de paz;
Queimava-se todo o restante como holocausto no altar.
Nos dois casos, há algo muito importante mencionado nas Escrituras: era necessário que houvesse o reconhecimento do pecado. As Escrituras afirmam que o sacrifício deveria ser oferecido assim que a pessoa tomasse conhecimento da transgressão que cometeu, para que houvesse então o sacrifício para a cobertura do pecado.
A principal diferença entre os dois tipos de transgressão é o alcance do sangue da oferta. Para a oferta pela rebeldia de fazer algo proibido, o sangue da oferta era aspergido na entrada do tabernáculo e no altar de incenso, por este motivo a oferta não podia ser comida, mas deveria ser totalmente queimada fora do acampamento. Já na oferta pelo desprezo à ordem do Eterno, o sangue não era aspergido, então o kohen podia retirar uma parte para consumo, e o restante era queimado no altar.
Hoje em dia, a apresentação das ofertas segue o mesmo apontamento profético. Quando somos rebeldes e fazemos aquilo que o Eterno proibiu, somos contados como transgressores e recebemos a devida punição; quando não seguimos as orientações Dele, recebemos a consequência dos nossos atos. Em ambos os casos, é necessário reconhecermos a
transgressão que cometemos, pedirmos perdão pelo pecado, mas, ao invés de sacrificarmos um animal, nos apropriamos do sacrifício de Yeshua no madeiro, que seguiu todos os requisitos da oferta pelo pecado.
Oferta pela Culpa
A Oferta pela Culpa, prescrita em Levítico 5, é, por muita das vezes, confundida com a oferta pelo pecado; porém, a principal diferença entre elas é seu propósito. Segundo a Torah, quando a pessoa comete uma transgressão, ela é culpada de tal transgressão perante o Eterno, mesmo que tenha feito sem a intenção, e deverá suportar as consequências de seu erro.
[…] Se alguém pecar ao fazer algo contrário a qualquer das mitzvot[26] de Adonai concernentes ao que não se deve fazer, é culpado, mesmo que não tivesse a intenção, e suportará as consequências de seu erro. Ele levará do rebanho um carneiro sem defeito, ou o equivalente de acordo com a avaliação do valor feita por você, ao kohen, como oferta pela culpa; o kohen fará expiação pelo erro cometido, ainda que a pessoa não tivesse consciência dele; e ele será perdoado. Esta é a oferta pela culpa – com certeza, essa pessoa é culpada diante de Adonai. (LEVÍTICO 5:17-19)
Dessa forma, ele apresentará uma oferta pela culpa, que segue as mesmas prescrições da oferta pelo pecado, mas somente os kohanim do sexo masculino poderiam comer dessas ofertas.
O reconhecimento de culpa é algo muito importante para o Senhor, pois demonstra a consciência da transgressão e o arrependimento. Todo reconhecimento de culpa era acompanhado de uma ação. Por exemplo:
Quando a pessoa transgredia a lei do Senhor, ela oferecia a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa.
Quando alguém profanava um utensílio sagrado, ela oferecia uma oferta pela culpa e restituía o valor do utensílio acrescentado de um quinto, ou seja, 20% do valor estipulado.
Quando alguém defraudava, roubava, extorquia ou agia falsamente sobre um objeto encontrado, deveria apresentar ao Eterno uma oferta pela culpa e restaurar o objeto ou restituir seu valor àquele prejudicado, acrescentando 20% ao valor.
Esse acréscimo era um sinal do reconhecimento da culpa, além de demonstrar que o culpado não sai impune de suas transgressões.
Hoje em dia funciona da mesma forma: quando reconhecemos que cometemos uma transgressão à lei do Senhor, pedimos perdão pelo pecado, mas, ao invés de sacrificarmos um animal, nos apropriamos do sacrifício de Yeshua no madeiro, que seguiu todos os requisitos da oferta pela culpa. Já as defraudações, roubos, etc, devem ser restituídas ao prejudicado e o mesmo valor em de arrependimento no Altar
da mesma forma como antigamente, não somente para cobrir a falta, mas também para ajudar com os prejuízos decorrentes da defraudação.
Oferta de Contribuição
Essa oferta, por vezes chamada de Oferta Alçada, era uma oferta voluntária exclusivamente monetária ou de matéria-prima. Era uma forma de o povo contribuir para a manutenção, mantimento e aprimoramento do local de serviço ao Eterno, além de demonstrar zelo e valorização pelo lugar de onde o Eterno conduzia o povo, manifestava Sua glória e abençoava o povo.
Adonai disse a Moisés: Fale ao povo de Yisra’el que façam uma coleta para mim – aceitem a contribuição de quem quiser colaborar de coração. (ÊXODO 25:1-2)
As pessoas contribuíam com ouro, prata, bronze, tecidos, incenso, couro, pele, madeira, pedras preciosas ou qualquer outro tipo de material de uso e consumo, que não fosse alimentício. Essa oferta era muito comum em épocas de construção e reformas dos templos:
Na construção do Tabernáculo, como em Êxodo 25;
Na construção do primeiro templo, como em 1 Crônicas 29;
Na reedificação do templo em Jerusalém, como em Esdras 1.
É importante destacar que as Ofertas de Contribuição tinham um destino específico determinado no momento da solicitação pela liderança, além de uma data certa para iniciar e para terminar, quando a arrecadação já tinha sido suficiente para cumprir o objetivo determinado. Não era imposto, obrigatório e nem para usos pessoais, mas sim momentâneo e voluntário.
Hoje em dia, essas ofertas podem ser entregues como contribuições financeiras, bem como materiais, de equipamentos ou qualquer outro tipo de contribuição destinada à construção, manutenção, conforto ou abastecimento dos espaços físicos dedicados exclusivamente para o serviço ao Eterno, como as congregações locais
Oferta de Primícias
As Primícias são um princípio bíblico importantíssimo. A Oferta de Primícias é a retirada da primeira porção de tudo o que a pessoa ganhou e sua entrega ao Eterno
. […] “Você não deve adiar a oferta de grãos, azeite de oliva ou vinho. Dê-me o primogênito de seus filhos. Faça o mesmo com seus bois e suas ovelhas”. (ÊXODO 22:29-30a)
[..] Honre Adonai com sua riqueza e com as primícias de todo o seu rendimento. Então seus celeiros ficarão cheios, e seus jarros transbordarão com vinho novo. (PROVÉRBIOS 3:9-10)
Na época da Torah, essa oferta deveria ser entregue no tempo determinado
As primícias da colheita deveriam ser entregues no primeiro dia;
As primícias do gado deveriam ser entregues no oitavo dia
Os primogênitos deveriam ser resgatados, ou seja, os pais deveriam entregar uma quantia em consagração e resgate do primogênito.
Primícias era uma das principais formas de honra ao Eterno, pois separa-se a primeira parte, ou seja, a melhor parte, para entregar ao Senhor como sinal de valorização, honra e crédito a Ele pela aquisição e provisão
. […] Eu dei também a você a primeira porção do que eles dão a Adonai: o melhor do azeite de oliva, do vinho e do trigo. Os primeiros frutos maduros de tudo o que existir na terra deles, e que levarem a Adonai, deverá pertencer a você; todo membro de sua família que estiver puro poderá comer dele. (NÚMEROS 18:12-13)
A oferta de primícias era de posse exclusiva do Kohen HaGadol e de sua família, pois eles eram responsáveis por todas as outras tribos e todos os outros kohanim.
Primícias é um princípio espiritual tão importante para o Eterno que Ele instituiu celebrações anuais (que eram momentos de entrega das primícias) e uma festa específica somente para isso (que é a festa de Matzot).
Assim como explicado em detalhes no meu livro Festas e Dias Bons – Chagim V’Yamim Tovim, essa é uma forma de santificar todo o restante. Paulo diz: “Se o pão oferecido como primeiros frutos é santo, toda a massa também o é. E se a raiz é santa, também o são os ramos.” (ROMANOS 11:16).
Em Deuteronômio 26, a Torah destaca algo muito interessante sobre a entrega de primícias: o reconhecimento da justiça e fidelidade. Ao entregar as primícias, era importante que fosse declarado o reconhecimento de que o Eterno cumpriu o que prometeu e a entrega das primícias é a confirmação desse cumprimento.
Hoje em dia, as ofertas de primícias são retiradas de todo rendimento e aquisição; Não existe valor específico, mas alguns optam por separar do salário o equivalente a um dia de trabalho, outros separam uma porção; O importante é que seja a primeira e melhor parte, pois é uma forma de você declarar ao eterno que Ele é tão especial que merece o melhor, e que você O coloca como prioridade e por isso você dedica a primeira parte a Ele.
( Salvo algumas exceções, como o regaste do primogênito no altar.
Com o novo renascimento, através de sermos uma nova criatura em Yeshua .
Se definiu o Apóstolo dos Gentios, que todos somos primeiro.
Mais de acordo com a Toráh ,apenas o primogênito seria obrigatório o resgate )
Por dúvida meu entendimento que se deve , fazer o resgate de todo o filho.
Os Décimos
Não existe muita complicação quando o assunto é a respeito dos décimos, também chamados de dízimos. De acordo com a Torah, de tudo que o povo recebesse, eles deveriam separar um décimo e dedicar ao Eterno.
[…] Toda décima parte da terra – de plantas, sementes ou frutos – pertence a Adonai; é sagrada para Adonai. Se alguém desejar resgatar qualquer porção da décima parte, deverá acrescentar-lhe um quinto. Toda décima parte do gado ou do rebanho, de tudo o que passa sob cajado do pastor, a décima parte será sagrada para Adonai. (LEVÍTICO 27:30-32)
Os décimos são a dedicação de um décimo de toda aquisição. Um a cada dez animais pertenciam ao Eterno, um décimo das colheitas ou de qualquer outra aquisição. Eles eram entregues de acordo com as estações de colheita.
Como dito anteriormente, as colheitas e nascimentos do gado se davam em estações específicas – de modo geral, três vezes ao ano -, então os décimos eram dados nessas épocas.
O princípio dos décimos já existia antes mesmo de Moisés transmitir ao povo no serto, pois as Escrituras relatam que os patriarcas Abraão e Jacó já possuíam esta prática.
[…] Melquisedeque, rei de Salém, trouxe-lhe pão e vinho. Ele era kohen de El ‘Elyon[27], e ele o abençoou com estas palavras “Bendito seja Abrão por El ‘Elyon, criador do céu e da terra. E bendito seja El ‘Elyon, que lhe entregou seus inimigos.”. Abrão deu-lhe um décimo de tudo. (GÊNESIS 14:18-20)
[…] Jacó fez um voto: “Se Deus for comigo e me guardar na estrada pela qual viajo, der-me pão para comer e roupas para vestir, para que eu volte para a casa de meu pai em paz, então Adonai será meu Deus; e esta pedra, que estabeleci por coluna, será a casa de Deus; e de tudo que me deres, eu devolverei a ti, com fidelidade, um décimo”. (GÊNESIS 28:20-22)
Segundo a Torah, se a pessoa quisesse resgatar uma parte do seu décimo, ou seja, não ofertá-la ao Senhor, deveria pagar posteriormente o valor avaliado do que não foi entregue, acrescido de um quinto (ou seja, 20%).
Isso é muito interessante, pois é exatamente a taxa da oferta pela culpa, que vimos: quando alguém rouba, defrauda ou extorque alguém, deve restituir o valor roubado acrescido de um quinto. Com isso, podemos chegar à conclusão de que os décimos não são nossos, mas pertencem ao Eterno, e se não entregamos, estamos de fato roubando, então temos que restituir segundo a lei do Eterno. Por esta razão Ele diz, em Malaquias 3, que roubamos a Deus quando não entregamos os décimos e as ofertas.
Os décimos ficavam sob o cuidado da tribo de Levi, pois era o meio pelo qual eles se sustentavam, como diz em Números 18:26, mas eles também deveriam separar o décimo dos décimos recebidos porque pertencia ao Eterno. Essa porção especialmente separada era destinada à família do Kohen HaGadol, pois era o “representante” do Eterno. Todos deveriam separar o décimo, até os descendentes de Levi que serviam no santuário.
As Contribuições na B’rit Hadashah
(Novo Testamento)
Muitos alegam que na B’rit Hadashah não se fala de décimos, apenas de ofertas, mas isso é um equívoco. De fato, não existe uma ordenança expressa de entrega de décimos e ofertas, mas na Nova Aliança não existem novas ordenanças, apenas a repetição das presentes na Torah e que eram descumpridas.
A entrega dos décimos e as ofertas nunca foi um problema na vida das pessoas, visto que já fazia parte da cultura de todos. Em Hebreus 7:8, quando o autor fala sobre Melquisedeque, ele fala sobre os décimos, como se ainda fosse entregue naquela época
Em certo momento, Paulo fala sobre o sustento dos que trabalham integralmente à serviço das Boas Novas e faz uma comparação com os levitas, dizendo que deveriam ser sustentados da mesma forma.
[…] Se plantamos entre vocês sementes espirituais, será muito se colhermos algo material de sua parte? Se outras pessoas têm direito de serem sustentadas por vocês, nosso direito não é maior? (1 CORÍNTIOS 9:11-12)
Mas como os levitas eram sustentados? Através dos décimos. Logo, os décimos continuaram a ser entregues.
O detalhe é: Existem dois termos hebraicos utilizados na B’rit Hadashah e que são traduzidos como ofertas:
Ofertas sacrificiais (Qorban), como escrito em Mateus 5:24 e Mateus 23:19;
Contribuições (T’rumah), como escrito em Atos 24:17, Atos 28:10, 1 Coríntios 16:1.
O termo contribuição está relacionado a contribuições monetárias, que podem ser tanto de ofertas quanto de décimos e primícias, visto que na época, era comum a conversão das ofertas e décimos em dinheiro, já que muitos já recebiam salários.
Hoje em dia, a entrega dos décimos é feita da mesma forma: separa-se um décimo de tudo que foi arrecadado no período vigente e é devolvido ao Eterno. Se a pessoa recebe mensalmente, entrega o décimo mensal; se semanal ou diariamente, faça-o da mesmas.

PROJETO MOVER DE DEUS
PROJETO QUE TEM POR OBJETIVOS LEVAR O EVANGELHO DE YESHUA HAMASHIA (JESUS O CRISTO) EM SUA ESSÊNCIA, SEM INFLUÊNCIAS DOUTRINÁRIAS RELIGIOSAS E NÃO-BÍBLICAS.
NO QUE CREMOS:
Cremos que Adonai não mudou, ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele é o Criador de Todas e Dele, por ele e para Ele são todas as coisas.
Cremos que Jesus é o Messias, o filho de Deus, que veio ao mundo, morreu e o Pai o ressuscitou, estando hoje assentado a destra do Todo Poderoso.
Cremos que o Espírito do Senhor foi nos dado como conselheiro consolador, um agente transformador para o homem de dentro pra fora, ativando dons e frutos do espírito para reconectar o homem ao seu
NOSSA MISSÃO
Vemos hoje um evangelho inchado, onde pessoas entram e saem de suas congregações da mesma forma, buscando aquilo que elas acham que precisam, quando na verdade, precisam de Deus.
Vemos um evangelho muito doutrinário, quando a Palavra de Deus é simples e a busca ao Eterno está ao alcance te todos.
O Projeto Mover de Deus visa mostrar ao mundo quem realmente é o Eterno, em sua essência, de forma a manifestar o poder de Deus que transforma, cura e restaura o ferido.

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