ARTIGOS

Encerrando às Santas Convocações Anual

O último mês do calendário judaico. Ele inaugura um período de preparação para as Santas Convocações (Yom Terúa, Yom Kipur e Sucôt) com grande significado espiritual, pois nos alerta a entrar no novo ano com uma maior conexão com o Eterno. Assim, Elul representa transição e renovação, nos oferecendo uma oportunidade única de introspecção, avaliação, perdão e realinhamento com a justiça divina.

Durante esse tempo, somos lembrados das profundas lições encontradas na vida do Messias Yeshua. Sua mensagem de perdão e redenção serve como uma luz orientadora durante Elul, levando-nos a refletir não apenas sobre nossa jornada pessoal, mas também sobre a importância de estender o perdão ao próximo. Assim como buscamos o perdão divino, somos inspirados a imitar o ato de perdoar em nossos relacionamentos com nossos semelhantes, consertando laços e promovendo a união. Somos lembrados que somos perdoados na mesma proporção com a qual perdoamos: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.” (Mt 6:14-15)

À medida que mergulhamos nas grandes festas e nos aproximamos do ano novo, o conceito de perdão dos pecados assume o centro das atenções. Dentro das tradições do mês de Elul, temos o toque diário do shofar, um chamado ao arrependimento, ao preparo e à reconciliação entre os homens. A autoavaliação e introspeção são motivados pela premissa que, da mesma forma como tratamos o nosso semelhante, seremos tratados pelo Eterno. Ou seja, o que necessitamos da parte do Eterno, devemos demonstrar ao nosso próximo. Mais uma vez, as palavras do Mestre reverberam em nossos corações: “…e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;” (Mt 6:12)

O mês de Elul nos oferece a chance de entender a importância do arrependimento e do conserto, da mudança de atitude e da reconciliação. Quanto mais eliminamos as distâncias conflituosas com nossos irmãos e irmãs, mais nos aproximamos a Deus e Ele a nós. Ao embarcarmos nessa jornada transformadora, somos guiados pelos ensinamentos atemporais de perdão e renovação do Messias Yeshua, o qual representa o único caminho para a verdadeira transformação, oferecendo o poder dos Céus para libertar o homem e fazê-lo mais uma vez habitação do divino, pois “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:36). Ele intercede por nós, aguardando e ansiando por nosso arrependimento. Ele pode ser comparado ao rei da parábola rabínica sobre o mês de Elul, que nesta época saía ao campo para encontrar-se com o seu povo. Portanto, o Rei está no campo, saiamos ao seu encontro.

YOM KIPOUR

Dia do Perdão, considerado por muitos o mais importante do calendário judaico, ocorre no dia 10 do mês de Tishrê. Em 2023 o feriado começa no entardecer de domingo, 24 de setembro, e termina no início da noite de segunda-feira, 25 de setembro. Em 2024 o feriado começa no entardecer de sexta-feira, 11 de outubro, e termina no início da noite de sábado, 12 de outubro.

Vale ressaltar que quase todas as datas judaicas são fixas levando-se em conta o calendário judaico, baseado nos ciclos do sol e da lua; mas variam de um ano para o outro no calendário civil, que é somente solar.

Yom Kipur nos convida a uma profunda introspecção. Cada indivíduo deve buscar dentro de si as suas transgressões ao longo do ano passado e fazer um caminho e sincero e prático em busca da teshuvá – arrependimento – e do perdão. São cerca de 25 horas de orações e leituras bíblicas, dedicadas à reflexão sobre ações individuais e coletivas, à reconciliação com seus semelhantes, com a sua consciência e com Deus.

JEJUM

Em Yom Kipur, judeus e judias cumprem um jejum de cerca de 25 horas, que começa um pouco antes e termina ao final do feriado. Crianças, mulheres grávidas e pessoas enfermas estão isentas de jejuar.

Na tradição judaica, o jejum de Yom Kipur inclui a abstinência de água e comida, mas não se restringe a isso. A tradição judaica liberal orienta as pessoas, na vida particular, a se absterem de relações sexuais e, no ambiente público, o uso de roupas simples, preferencialmente claras, que representam humildade, simplicidade e renovação. Deve-se evitar roupas festivas, perfumes, maquiagem e joias. De acordo com as visões mais tradicionais, não se deve tomar banho, usar perfumes ou cremes, escovar os dentes nem usar artefatos de couro neste dia. O objetivo das diversas facetas do jejum de Yom Kipur é renunciar às dimensões materiais e se concentrar nas dimensões espirituais da jornada de Yom Kipur.

Simbolicamente, há quem diga que ao jejuarmos nos colocamos no mesmo lugar dos anjos, cujas decisões sobre seus destinos está completamente nas mãos de Deus. Outras visões entendem que pelo ato de jejuar comunicamos a Deus que nossas vidas estão nas Suas mãos –

Deus. Outras visões entendem que pelo ato de jejuar comunicamos a Deus que nossas vidas estão nas Suas mãos – Deus decidirá se continuaremos ou não a viver.

A noite que abre o Yom Kipur é conhecida como Kol Nidre (Todos os Votos), nome emprestado da sua primeira oração – na verdade, uma declaração legal. Diante do que se denomina na liturgia o Tribunal Celestial e o Tribunal Terreno, reconhecemos a responsabilidade das nossas promessas e a gravidade de não as cumprir. O Kol Nidre é uma fórmula jurídica especial cujo intuito é anular quaisquer promessas e votos feitos a Deus no ano anterior, permitindo que os indivíduos renovem suas vidas com um coração puro, alma leve e uma mente aberta.

Uma vez que não é possível mudar o que já passou, podemos refletir sobre os nossos erros no passado e, a partir deste até o próximo Yom Kipur, nos dedicarmos a ser pessoas melhores, mais éticas, justas e amorosas nas nossas relações com o próximo e com o mundo que habitamos. A partir dos atos de compaixão e justiça com o nosso semelhante, pelo pedido sincero de perdão ao nosso próximo e ao recebermos o perdão das pessoas a quem ferimos é que podemos receber, de fato, o perdão de Deus por nossas transgressões de ordem espiritual.

O propósito da SUCOT

A Festa das Cabanas tinha como propósito lembrar ao israelita a fragilidade da vida, através dos sete dias habitando em cabanas simples e desprotegidas.

Um outro propósito intrínseco à festa é lembrar aos israelitas de sua dependência do Deus provedor, através da abundante colheita, do fruto da terra que saciaria e alimentaria a nação inteira, incluindo filhos e filhas, servos e servas, órfãos e viúvas, levitas e estrangeiros, ou seja, todos aqueles que viviam na Terra de Israel (Dt.16:13,14).

Judeus religiosos ou seculares até hoje fazem a Sucá no quintal de casa, na varanda do apartamento, ou em outro lugar apropriado, não só para lembrarem da realidade que seus antepassados viveram, mas para proporcionar uma experiência à atual geração, ao menos em parte, a fim de que saibam que Deus fez com que os filhos de Israel habitassem em tendas no Deserto (Lv.23:43).

”Significado profético de Sucot: A encarnação do Messias

O Tabernáculo de Israel era símbolo da presença de Deus no meio de seu povo: “E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará. E andarei no meio de vós, e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fósseis seus escravos; e quebrei os timões do vosso jugo, e vos fiz andar eretos” (Lv.26:11-13).

Posteriormente, o Templo de Salomão em Jerusalém, que substituiu o Tabernáculo, passou a ser o lugar da “morada” de Deus entre o seu povo (1 Reis 8:1-11; 2 Crônicas 7:1-3).

conforme lemos no Evangelho de João: “E o Verbo se fez carne, e habitou [tabernaculou-se] entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo.1:14). Assim como Deus estava entre o povo de Israel através do Tabernáculo, o Messias estaria, através da sua encarnação, manifestando o Pai: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo.1:18).

Ainda no Evangelho de João encontramos menção à Festa dos Tabernáculos: “E estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos” (Jo.7:2).

Durante os sete dias da festa um sacerdote especialmente separado carregava água num cântaro de ouro do tanque de Siloé para ser derramado numa bacia aos pés do altar pelo Sumo-Sacerdote (Stern, 2008, p.205). Isto era uma petição simbólica por chuva e um claro ato profético sobre o derramar do Espírito Santo, conforme profetizado por Isaías: “Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes” (Is.44:3).

Nesse momento o sumo-sacerdote proclama o Salmo 118, chamado cântico dos degraus, onde encontramos declarações como: “A pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a cabeça da esquina (…); Salva-nos, agora, te pedimos, ó SENHOR e Bendito aquele que vem em nome do SENHOR” (Sl.118:22, 25a, 26a,).

Jesus  subiu a Jerusalém para participar desta festa (Jo.7:10) e no exato momento em que o Sumo-Sacerdote fez a declaração acima, sendo o último dia, o grande dia da festa (Jo.7:37a) o Senhor Jesus levantando-se declarou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado” (Jo.7:37b-39). O resultado foi que muitos reconheceram que ele era o profeta que havia de vir (Jo.7:40 cf. Dt.18:15-18).

Vimos a presença do Pai no Filho, e agora a Igreja, isto é, cada crente nascido de novo, é a moradia de Deus na terra, conforme o Senhor mesmo prometeu: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” (Jo.14:23). Sobre o ministério do Espírito Santo, o Senhor Jesus disse o seguinte: “habita convosco e estará em vós” (Jo.14:17b).

O que temos é a profecia cumprida, Deus habitando no homem por meio do seu Espírito: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co.3:16).

O reino messiânico

A Festa de Sucot também tipifica o Reino Messiânico: “e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap.20:4).

De acordo com as Escrituras Sagradas, Sucot é a mais universal de todas as festas judaicas, ou seja, engloba todas as nações do mundo.

O profeta Zacarias profetizou que um dia essa festa será celebrada por toda a humanidade: “E o SENHOR será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o SENHOR, e um será o seu nome. E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos” (Zc. 14:9,16).

Os sábios judeus ensinam, com base na passagem acima do profeta Zacarias, que na festa de Sucot Deus decide assuntos relativos às chuvas – se serão abundantes ou não, se serão fonte de bênção ou não, no ano que está por vir.

O Talmud nos diz, no Tratado Rosh Hashaná 1:2: “Na festa (de Sucot), o mundo é julgado na questão da chuva”. Portanto, o propósito era levar Deus a decretar um ano de chuvas abundantes e prosperidade para o mundo todo.

O Reino eterno

E por último Sucot aponta para o Reino Eterno de Deus como podemos ler nas palavras inspiradas do apóstolo Paulo: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (1Co.15:24,28). Assim, o governo eterno de Deus visto pelo profeta Daniel terá o seu cumprimento na história da redenção (cf. Daniel 2:44-45).

Como desejo de estarmos na presença bendita do Senhor, transcrevo a declaração do salmista que diz: “Habitarei no teu tabernáculo para sempre; abrigar-me-ei no esconderijo das tuas asas” (Sl.61:4).

Sucot, portanto, é um convite para habitarmos com o Pai, diante dele, na casa dele, em comunhão com ele, através do Filho! Tem coisa melhor?

 

Embaixador Eclesiástico pela ONU

Diretor Regional da UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations

Conselheiro da Convenção Judaica Messiânica no Brasil.

Presidente Regional da Associação de Pastores e Ministro do Brasil da Assembleia de Deus

Emissário das Boas Novas/ /Palestrante / Conferencista/ .

שגריר הכנסייה באו”ם

מנהל אזורי של UMJC (איגוד הקהילות היהודיות המשיחיות

יועץ הוועידה היהודית המשיחית בברזיל.

Projeto Mover de Deus , é uma instituição/ MINISTÉRIO de ensino bíblico, composta por não-judeus, descendentes de judeus e judeus.

Com a finalidade de dar maior alcance a todos viverem , à Igreja , implantada pelo Messias; alcançando  a todos , independente de limitações geográficas e/ou físicas .indo aonde as congregações , não vão.

Pastor Ricardo Sorrentino

Embaixador Eclesiástico pela ONU

Diretor Regional da UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations

Conselheiro da Convenção Judaica Messiânica no Brasil

PROJETO MOVER DE DEUS

PROJETO QUE TEM POR OBJETIVOS LEVAR O EVANGELHO DE YESHUA  HAMASHIA (JESUS O CRISTO)  EM SUA ESSÊNCIA, SEM INFLUÊNCIAS DOUTRINÁRIAS RELIGIOSAS E NÃO-BÍBLICAS.

NO QUE CREMOS:

Cremos que Adonai não mudou, ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele é o Criador de Todas e Dele, por ele e para Ele são todas as coisas.

Cremos que Jesus é o Messias, o filho de Deus, que veio ao mundo, morreu e o Pai o ressuscitou, estando hoje assentado a destra do Todo Poderoso.

Cremos que o Espírito do Senhor foi nos dado como conselheiro consolador, um agente transformador para o homem de dentro pra fora, ativando dons e frutos do espírito para reconectar o homem ao seu Criador.

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