ARTIGOS

Festa Junina Visão Pagã

As festas juninas disputam com o Carnaval o posto de época mais aguardada do ano no Brasil.

Com datas que remetem aos santos do mês de julho essas festividades são marcadas por muita música e dança, comidas e bebidas típicas, decoração com bandeirinhas coloridas e fogueira.

A festa junina, a princípio, era pagã e servia para os europeus comemorarem a colheita e o solstício de verão (no hemisfério Norte, ele ocorre em junho). Depois, com o avanço do cristianismo na Europa, a Igreja Católica apropriou-se da tradição e incluiu a celebração dos santos.

(Solstício de verão): dia mais longo do ano marca início da estação; ‘é convite para recalcular rotas e crenças pessoais’, dizem astrólogos

G1 ouviu duas estudiosas de Brasília; segundo elas, data representa mudança astrológica que incita ‘reflexões e revisões’. Signos de câncer, libra, capricórnio e áries são mais afetados.

Ao longo do tempo, as festas foram se adaptando a novas realidades culturais, como explica a professora de História do Centro Universitário de Brasília, Scarlett Dantas.

[…”Perpassando o Império Romano até sua fragmentação e sendo incorporadas na realidade do ocidente medieval e, assim, associadas ao nascimento de São João Batista. As festas juninas chegaram ao Brasil por meio da colonização portuguesa, iniciada no século XVI, e foram uma das festas mais bem recebidas pelos povos nativos que aqui habitavam,” diz a especialista”…]

Estas festas estavam associadas aos eventos celestes e a influência destes no ciclo produtivo agrário, mas foram adaptadas à realidade de cada região. A dança, por exemplo, varia muito de norte a sul do Brasil, mas nada tem a ver com o que era apresentado pelas cortes europeias no passado

O pisado forte na terra, por exemplo, no piseiro ou no forró, é uma herança indígena, e os ritmos e instrumentos musicais têm influência africana. Quando se fala em quadrilha, ela tem origem na França – quadrille – uma dança de baile que se tornou popular entre a aristocracia brasileira do século XIX.

Assim como as palavras utilizadas são de origem estrangeira mas foram “abrasileiradas” ao longo dos anos. Isso explica vários termos do francês que foram aportuguesados e que marcam os passos da dança:

Anarriê: en arrière, para trás

Alavantú: en avant tour, para frente

Changê: changer, trocar

Balancê: balancer, balançar o corpo

Santos homenageados nos festejos juninos

Alguns santos da Igreja Católica, desempenham papéis específicos em celebrações juninas, sendo associados com tradições de fertilidade, previsões e casamento:

Santo Antônio é conhecido no mundo todo por ser o intercessor para quem quer encontrar o amor da vida ou para resolver conflitos com a pessoa amada. O “santo casamenteiro” também é padroeiro dos pobres. Seu dia é comemorado em 13 de junho.

São João, comemorado no dia 24 de junho, é considerado o santo mais próximo de Cristo, pois além de ser seu parente de sangue, Jesus foi batizado por João às margens do rio Jordão. Está associado a adivinhações sobre o futuro marido e a bênção para as lavouras.

São Pedro foi um dos apóstolos de Jesus, sendo um dos principais líderes da Igreja Cristã, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários, é comemorado no dia 29 de junho. É considerado o padroeiro das viúvas e pescadores, visto como responsável por fazer chover. encerrando o ciclo junino

As festas tradicionais, em geral, transmitem costumes e  CRENÇAS entre gerações. Elas fortalecem os laços sociais e remetem aos esforços coletivos para a manutenção da comunidade.

Festa Junina: um cristão protestante pode participar?

Comemorada em muitas partes do mundo, tal festa aparentemente pagã foi cristianizada na Idade Média aplicada a São João, por isso, Festa de São João (festejado em 24/06).

Meditemos: pode o cristão protestante participar das comemorações alusivas à festa junina? Bem, creio que uma pessoa cristã protestante não deve participar das chamadas festas juninas ou “festa dos santos populares”.

Este último nome exprime tudo. A partir do ensino das Escrituras Sagradas os cristãos protestantes não celebram, homenageiam, louvam, cultuam, exaltam ou adoram seus conservos (Cl 4.7), mas unicamente a Deus. Nem mesmo anjos merecem esse tipo de veneração (Ap 19.10; Ap 22.9). Esta comemoração é cristã romana e não envolve o protestantismo. É celebrada por católicos romanos e não por cristãos protestantes. É cultura? Sim, porém, romanizada. A mistura, o sincretismo religioso, é perigoso e danoso.

Comemorada em muitas partes do mundo, tal festa aparentemente pagã foi cristianizada na Idade Média aplicada a São João, por isso, Festa de São João (festejado em 24/06). O conceito cristão romano incorporou ainda São Pedro, São Paulo (ambos celebrados em 29/06, festa litúrgica também chamada “Solenidade dos Santos Pedro e Paulo”) e Santo Antônio (comemorado em 13/06).

A veneração de santos é parte fundamental da teologia católica romana. Protestantes não veneram ou preiteiam santos. Fogem da idolatria disfarçada de homenagem. Seguem os mandamentos de Deus em Ex 20.3-5: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.

A festa junina remete a teologia romana dos santos. Protestantes enaltecem Cristo como o único mediador entre Deus e os homens (I Tm 2.5). Como ensinou o Mestre em Lc 4.8, “está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto”.

O próprio homenageado nas festas juninas, o conservo Paulo, ao abordar a mistura entre os cristãos de Corinto e as festas pagãs celebradas a outros ídolos, ensinou: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (I Co 10.19-22).

Pense! O secularismo tem sido o responsável pela minimização da não-participação de evangélicos nesse “lazer” e/ou pelos chamados “arraiais gospel”. Se é lazer, é desdourado pela teologia romana. Se é “estratégia” não é coerente com o ensino bíblico.

No ambiente familiar os pais devem orientar os filhos sobre o significado desta Festa. Como Protestantes, devem ensinar e não permitir a participação ou participarem desta festa cultural romana. É verdade que as festas juninas pós-modernas não enfatizam tanto a veneração aos santos como antes, todavia, não é mentira que a festa é destinada a venerá-los. Cristãos Protestantes devem fugir destes festejos.

Pastor Ricardo Sorrentino

Embaixador Eclesiástico pela ONU

Diretor Regional da UMJC (Union of Messianic Jewish Congregations

Conselheiro da Convenção Judaica Messiânica no Brasil

 

Cremos que Adonai não mudou, ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele é o Criador de Todas e Dele, por ele e para Ele são todas as coisas.

 

Cremos que Jesus é o Messias, o filho de Deus, que veio ao mundo, morreu e o Pai o ressuscitou, estando hoje assentado a destra do Todo Poderoso.

Cremos que o Espírito do Senhor foi nos dado como conselheiro consolador, um agente transformador para o homem de dentro pra fora, ativando dons e frutos do espírito para reconectar o homem ao seu Criador.

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