ARTIGOS

O Tempo E O Ciclo Profético de Adonai הזמן והמחזור הנבואי של אדוני

PASTOR RICARDO SORRENTINO

Embaixador Eclesiástico pela ONU

Presidente Regional da Associação de Pastores e Ministro do Brasil da Assembleia de Deus

Conselheiro da Convenção Judaica Messiânica

Emissário das Boas Novas/ /Palestrante / Conferencista/ .

שגריר כנסייה באו”ם

נשיא אזורי של איגוד הכמרים ושר ברזיל לאסיפת האל

יועץ לאמנה היהודית המשיחית

שליח החדשות הטובות / / מרצה / מ

“No princípio Deus criou os céus e a terra.” (GÊNESIS 1:1)

 Para entender o que é o ciclo profético descrito por Adonai em Sua palavra é necess

ário voltar ao princípio da criação. Tudo o que existe está debaixo de leis, sejam espirituais, físicas ou naturais, pois o Criador fez desta forma; os mares não ultrapassam seus limites, os dias e noites não tardam, todas as flores, frutos e animais possuem sementes em si mesmos, para que possam continuar a gerar vida.

Uma dessas leis estabelecidas desde o princípio é a composição do dia. Pode-se notar que, ao término do primeiro período da criação, a Torah declara: “Assim, houve tarde e manhã, um dia.” (GÊNESIS 1:5), e da mesma forma aconteceu nos cinco dias seguintes.

 Essa simples frase é de grande importância para se entender o ciclo profético estabelecido pelo Criador, pois é o primeiro ciclo relatado nas Escrituras. Este ciclo tem início à tarde (do hebraico, ‘Erev, que significa anoitecer, no pôr do sol), e depois vem a manhã (do hebraico, Boqer, que significa amanhecer, no nascer do sol).

Enquanto o ocidente conta os dias de meia-noite a meia-noite, as Escrituras informam que, quando Adonai criou todas as coisas, Ele estabeleceu o ciclo do dia de pôr do sol a pôr do sol.

No quarto período da criação, Ele estabeleceu luminares para separar as manhãs e noites, estações, dias e anos, através do sol, da lua e todos os astros. Esses servem de marcos e limites para a contagem do tempo, além de auxiliar nas localizações geográficas. No sétimo período, Ele já havia terminado toda a obra da criação, então o separou como santo e descansou nele. A partir desse momento, foram estabelecidos ciclos semanais de sete dias.

 Diferentemente do calendário adotado pelo ocidente, que é um calendário solar, o calendário determinado pelo Eterno tem como base as fases da lua, tendo o início dos meses na lua nova. Faz todo sentido contar as semanas e meses pelas diferentes fases da lua, pois é muito mais fácil identificá-las e fazer suas contagens do que acompanhar as posições do sol no decorrer do ano. Sendo assim, o dia relatado nas Escrituras começa quando o sol se põe e a lua surge no céu. Além disso, as estações do ano também são influenciadas pela lua, bem como as plantações, e por meio dessa contagem se davam os plantios e colheitas.

 Quando Adonai começa o Seu plano de restauração da humanidade, Ele estabelece um marco, dando início a um novo ciclo: o primeiro dos meses no seu calendário. Está escrito:

“Adonai falou a Moisés e Arão na terra do Mitzrayim; ele disse: ‘Vocês devem iniciar seu calendário por este mês; ele será o primeiro mês do ano para vocês’.” (ÊXODO 12:1-2).

Este primeiro mês, que se inicia em meados de março e abril segundo o calendário ocidental, era o início da primavera em Yisra’el, marcado pela preparação da Festa do Pessach, que era realizada no décimo quarto dia. Nesse mesmo mês, no primeiro dia, foi erguido o tabernáculo no deserto, como descrito em Êxodo 40:17.

Existe, porém, outro calendário utilizado em Yisra’el, que também é lunar, chamado de calendário civil. Após os setenta anos do exílio babilônico, no primeiro dia do sétimo mês, o povo de Yisra’el foi liberto do cativeiro e estabeleceu esse dia como sendo o Rosh HaShanah, uma festa tradicional judaica que significa “cabeça do ano”, ou “ano novo”.

Os líderes da época diziam ter sido nesse dia que Adonai começou a criação e, por isso, eles criaram um calendário diferente do que o Eterno tinha estabelecido.

 Ele é utilizado até hoje em Yisra’el, enquanto o calendário da Torah foi deixado de lado; nele, apenas a contagem das festas e dias bons é observada.

 O calendário solar e o lunar possuem contagens de dias diferentes, por isso anualmente é feita a correspondência dos dias em ambos os calendários, para que qualquer um possa acompanhar as festividades. Geralmente os meses do calendário lunar iniciam no meado do mês do calendário solar, como se verá a frente.

O ciclo festivo de Adonai é composto por sete eventos, sendo quatro festas e três dias bons, que são dias de santa convocação e descanso solene. Esses eventos são: Shabat, Pessach, Matzot, Shavuot, Yom Teruah, Yom Kipur e Sukot, e são divididos em três períodos no decorrer do ano. Esses períodos são chamados de Shalosh Regalim, que significa Três Festas de Peregrinação; nesses períodos, todos são convocados a subir à Yerushalayim para celebrar ao Eterno.

 

 

Além das sete celebrações solenes, Adonai instituiu uma celebração mensal, chamada de Rosh Hodesh, que significa Cabeça do Mês.

As Shalosh Regalim, assim como a disposição dos meses do calendário bíblico são organizados da seguinte forma:

 Ao longo da história, além das festas que o Eterno tinha ordenado que fossem observadas perpetuamente, os judeus criaram outras festas, como o Purim, o Rosh Hashanah e o Hanukah. Elas não foram criadas ou estabelecidas por Adonai, mas são tradições judaicas criadas por homens que quiseram eternizar alguns dos feitos do Senhor. Adonai faz milagres todos os dias na vida daqueles que O buscam e cumprem Sua palavra, mas transformar esses feitos em tradições não as carrega de riqueza profética e espiritual.

Mesmo que algumas delas tenham sido mencionadas nas Escrituras, elas são festas tradicionais judaicas e não festas bíblicas ou estatutos perpétuos. Tudo que foi determinado por Adonai a ser executado, sejam leis ou festas, possuem uma finalidade espiritual e profética, e é isso que está sendo exposto neste livro. Sendo assim, todas essas festas tradicionais judaicas que não fazem parte do ciclo festivo de Adonai não serão relatadas neste livro.

O Altíssimo foi perfeito em tudo que fez; Ele deixou registrado na Torah todas as informações necessárias sobre Seu plano de restauração e estabelecimento do Seu Reino, a fim de que possa viver em comunhão novamente com Sua criação e que Sua kavod possa se manifestar e encher toda a terra. Durante o período da primeira aliança, Ele instruiu ao povo de Yisra’el de forma prática sobre tudo que haveria de acontecer espiritual e profeticamente. Algumas das formas que Ele usou para mostrar Seu plano foram as festas e a construção do Tabernáculo.

Antes de dar seguimento, é importante destacar mais uma característica do hebraico. A estrutura verbal do hebraico é muito diferente da estrutura do português, e a falta de entendimento desta diferença faz com que as interpretações de alguns fatos relatados nas Escrituras sejam distorcidas.

 No português, temos tempos verbais que aderem aos conceitos de passado, presente e futuro, enquanto, no hebraico, temos particípio ativo, completo e incompleto. Em resumo, no hebraico o conceito de tempo não é como no português, mas sua estrutura verbal expressa situações que já foram completadas ou situações que ainda estão incompletas.

 Isso é muito importante, pois, assim como no mundo espiritual não existem barreiras de tempo, o hebraico não expressa situações que ocorreram no passado ou que ocorrerão no futuro, mas situações que estão completas ou incompletas.

 Quando as Escrituras relatam acerca da morte de Yeshua no madeiro, ela não fala sobre um acontecimento passado, mas sobre um fato completo; tudo que está completo é acessível no mundo espiritual por todos aqueles que creem e conhecem seus os princípios espirituais.

Sendo assim, o sacrifício de Yeshua é suficiente e seus efeitos são reais até os dias de hoje, pois ao invés de se realizar algum sacrifício na atualidade, os crentes se apropriam do sacrifício perfeito e completo no mundo espiritual.

Entender os princípios que regem o mundo espiritual faz com os olhos do entendimento sejam abertos, de forma a alcançar o discernimento do propósito de tudo que foi estabelecido desde a antiguidade, principalmente através das celebrações festivas.

 

PROJETO MOVER DE DEUS

PROJETO QUE TEM POR OBJETIVOS LEVAR O EVANGELHO DE YESHUA  HAMASHIA (JESUS O CRISTO)  EM SUA ESSÊNCIA, SEM INFLUÊNCIAS DOUTRINÁRIAS RELIGIOSAS E NÃO-BÍBLICAS.

NO QUE CREMOS:

Cremos que Adonai não mudou, ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Ele é o Criador de Todas e Dele, por ele e para Ele são todas as coisas.

Cremos que Jesus é o Messias, o filho de Deus, que veio ao mundo, morreu e o Pai o ressuscitou, estando hoje assentado a destra do Todo Poderoso.

Cremos que o Espírito do Senhor foi nos dado como conselheiro consolador, um agente transformador para o homem de dentro pra fora, ativando dons e frutos do espírito para reconectar o homem ao seu

NOSSA MISSÃO

Vemos hoje um evangelho inchado, onde pessoas entram e saem de suas congregações da mesma forma, buscando aquilo que elas acham que precisam, quando na verdade, precisam de Deus.

Vemos um evangelho muito doutrinário, quando a Palavra de Deus é simples e a busca ao Eterno está ao alcance te todos.

O Projeto Mover de Deus visa mostrar ao mundo quem realmente é o Eterno, em sua essência, de forma a manifestar o poder de Deus que transforma, cura e restaura o ferido.