ROSH HASHANÁ

 

Muitos conhecem o Rosh Hashaná como a festividade em que os judeus celebram a chegada de um novo ano. Entretanto, apesar de correta, essa noção não abarca os sentidos que essa festividade desenvolve para os integrantes da religião judaica. Além da passagem do tempo, o Rosh Hashaná também celebra o ano do julgamento, o dia da lembrança e o toque do shofar. Em geral, os judeus buscam o perdão de seus pecados e a renovação de suas almas por meio da passagem do tempo.

Ao contrário do que muitos imaginam, a celebração dessa festa não acontece no exato mês do calendário judaico em que o ano se reinicia. Na verdade, o Rosh Hoshaná, por conta de sua

A realização dessas escolhas pessoais abre um vasto campo de dilemas que podem determinar a escrita do nome do seguidor do judaísmo no chamado “Livro da Vida”. Não por acaso, ao longo dessa festividade, os judeus cumprimentam uns aos outros realizando votos de que o seu próximo ano tenha seu nome escrito e selado nesse livro de dimensão simbólica. Paralelamente, os judeus aproveitam a data para relembrar o sacrifício de Abraão e a importância de se subjugar os desígnios divinos.

Entre os ritos desenvolvidos nessa ocasião, o toque do shofar é o que melhor abraça as diferentes dimensões desse momento festivo. Sendo um instrumento em forma de chifre de carneiro, o shofar relembra o animal que foi posto no lugar do primogênito de Abrão para a realização de uma oferenda a Deus. Além disso, tem a importância de relembrar que Deus é aquele que reina entre os homens. O entoar de seu som seria a mensagem que desperta a alma dos judeus para essas importantes questões de fé.

Reunidos em uma sinagoga, os judeus utilizam orações especiais que diferem a celebração do Rosh Hoshaná dos outros dias de reunião. O toque do shofar é realizado durante a realização dessas orações. Outro costume desenvolvido durante as orações é o Tashlich, que consiste no lançamento de migalhas de pão na água enquanto algumas orações são feitas. Os pedaços do pão simbolizam o abandono dos pecados cometidos pelo fiel

 

o pão consumido durante a celebração também se diferem dos rituais corriqueiramente organizados na sinagoga judaica. Os alimentos preparados nessa ocasião são geralmente doces. Tal prática estabelece o alcance de um ano que possa ser tão “saboroso” quanto esses alimentos oferecidos. Em algumas tradições judaicas, frutas são embaladas para que os participantes as comam sem saber qual é. Tal hábito reforça as surpresas que o novo ano reserva.

 

Pastor Ricardo Sorrentino